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!buzina

Eu - Vou ser uma péssima condutora.
Ele - Não vais nada. Porque dizes isso?
Eu -  Vou, vou... Já viste a quantidade de asneiredo que vou debitar a mandar vir com a malta a fazer disparates no meio da rua?
Ele - Oh, mas isso é normal... e não tem mal nenhum. Às vezes até sabe bem mandar vir, descomprime...
Eu - Não tens noção! Quantas vezes estico o braço para buzinar, quando o meu pai "não se impõe" por algum otário se armar em esperto à nossa frente... O meu pai nestas coisas é muito pacífico. Irrita-me...
Ele - Depende das pessoas, se calhar não está para se chatear... na maior parte das vezes nem adianta de nada.
 Eu - Acho que nunca reparou bem na linguagem gestual e interior que faço aos outros condutores. Bom para ele!

zapping mental

Sou bastante distraída e odeio quando me passam coisas ao lado...


 ...mas, às vezes, é uma bênção que isso aconteça. 
Definitivamente nunca entenderei fenómenos como este programa: não há ponta de nexo em lado nenhum para aguentar sequer 5 segundos a vê-lo.

Por sua vez, a RTP2 tirou-me a 'Mad Men'... começo a recear qualquer dia não conseguir ver televisão.

'ai, que prendi o meu salto alto no meu neurónio!'

Como é incrível a quantidade de miúdas/senhoras/seres que tentam equilibrar-se em cima de umas sandálias de plataforma ou de salto alto de 10cm no meio da calçada.

Antes de fazerem uma entorse proporcional ao tamanho do salto já parece que a fizeram, com um andar entro o 'sou um cágado' e o 'sou tão boa a andar em cima disto que nem preciso de olhar pro chão...ó....ó...óóóóó!'.

Se eu fosse mãe de uma miúda de 12 anos, muito havia eu de me pegar com ela. Não é que haja uma idade para começar a usar saltos - era demasiada parvoíce para um post só; agora, miúdas que parecem aranhiços, que se torcem e contorcem no meio da rua e que devem sofrer horrores em cima de chanatos de salto agulha, por quererem parecer mais altas, mais velhas, com mais estilo; por favor! Não é assim, definitivamente, não é!
Parem lá com isso. Vão ter muito tempo para ficar com os pézinhos envoltos em dor profunda depois de um dia inteiro em cima de uns saltos. Vão chegar a um estado em que os pés adquirem uma consciência própria e ficam dormentes de tanto vos doerem e vocês vão aguentar - sem chorar, como só uma 'lady' sabe disfarçar.

Eu não gosto de figuras demasiado tristes. Não gosto mesmo; pior do que me fazerem rir, é fazerem-me ter pena!
Mas se caírem, garanto que vos dou, no mínimo, um sorrisinho de brinde. 
'I've told ya...'

Eu juro que não quero saber a cor dos teus boxers!

É só a mim que mete impressão ir na rua e ter que ver as nádegas de um qualquer adolescente praticamente de fora? Creio que não...
Desde a modinha das calças-fraldário-aladino para mulher (pardonnez-moi mas é mesmo feio, não sei de onde tiram a ideia de que isso ficaria bem a alguém!) às calças nos joelhos com boxer à mostra para rapaz; não há coisinha que me tolde mais a vista do que seres em tais figuras.
puxa lá mais um bocadinho...!
Já assisti a mais do que queria e nunca senti qualquer espécie de sentimento bom relacionado com o que vi. Já vi rapazes a puxarem as calças para baixo de propósito, já vi boxers cor de pele (nhac)  ou mesmo amarelados com nódoas... tudo, porque os rapazes de hoje em dia, (eu queria dizer que são só os parolos mas, o pior é que não são só os mitrones do costume) acharam que é fixe usar as calças debaixo do rabo, dois números acima do recomendado e um andar, creio eu, entre o 'sou bué estiloso' e o 'raio das calças que me caiem'. 
É mau, é triste e é nesta alturas em que acho que usar as minhas jardineiras, com os suspensórios para baixo, no secundário era menos crítico (isto apazigua-me o espírito).
No entanto, fiquem a saber que, o que por cá é sinal de 'suposta' rebeldia, (e nem sei bem mais o quê, porque não percebo mesmo), nasceu nas prisões dos Estados Unidos aqui há uns anos:
Os presos que estivessem dispostos a ter relações sexuais com os 'bosses' lá do sítio  para ganharem a protecção destes, inventaram um sinal que passasse despercebido aos guardas prisionais, para não sofrerem as consequências. Vai daí que o sinal inventado foi mesmo o de andar com as calças mais para baixo com os boxers à mostra. Outra versão é a de que, como presos que eram, recebiam roupas largas e não podiam ter com eles cintos para evitar enforcamentos ou chibatadas...
Either way, à falta de divulgação desta história e à falta de sanidade na adolescência, verei muito mais nádegas à minha frente nos próximos tempos...

O meu título académico mordeu-me?

Outro dia, em conversa com a minha prima, que está num curso de Hotelaria e Turismo (e que boa aluna é - /me so proud), surgiu o seguinte episódio:
 "- Ele perguntou-me "Então mas que saídas tem esse curso?". E eu respondi-lhe que dava para várias áreas de hotelaria e turismo e então ele perguntou-me que área é que eu ia escolher. Eu respondi que estava gostava mais da área de manutenção de quartos, acho piada, sempre gostei de arrumar coisas e deixar tudo direitinho...e o ambiente é agradável, ganha-se bem e... em princípio é o que vou tentar seguir. Havias de o ver " O quê?! Andas a tirar um curso para arrumar quartos de hotel, isso tem algum jeito?"."
Há pessoas que devem "achar-se" (achar-se é o termo). Há por aí muita gente que deve pensar que devíamos nascer todos para ser médicos, doutores, engenheiros, arquitectos e advogados, ou gerentes de empresas e que, tudo o resto são empregos da treta. 
Ora, a essas pessoas eu só tenho uma coisinha a dizer: "tacanhez dá-me pena e comichão, porque além de ser escusada, é incomoda".

Já lá vai o tempo em que se poderia supor que ter um curso superior, ou um cargo superior numa empresa derivava da sabedoria ou da inteligência superior à média.
Enganem-se meus caros; conheço pessoas que após um percurso académico digno de aplausos, conseguem ser tão ocas e tão sem falta de mérito pessoal (e algumas tão burras), que me revolve o espírito pensar na falta de coerência e até de justiça neste mundo.
Num país onde a cunha, a aparência, a instituição de ensino e os números falam mais alto que do que a vontade de aprender/trabalhar, do empreendorismo, da visão e da própria pessoa, nada mais ridículo do que ainda haver pensamentos retrógrados de quem acha que a paixão por uma profissão não tem, só por si, mérito. Há um ditado popular que é "Ama o que fazes e não trabalharás um único dia da tua vida" - é um bocado bíblico e cliché mas faz todo o sentido.
Sim, porque pensem lá, se toda a gente fosse armada ao pinchavelho, os donos de restaurantes e staff seriam formados em engenharia alimentar, relações públicas, gestão e logística, hotelaria, com workshops de contabilidade e higiene e segurança alimentar? O canalizador seria formado em engenharia mecânica,  teria noções de engenharia ambiental? Seria mais proveitoso? Teria mais significado e o seu trabalho seria mais bem elaborado devido à sua formação superior? Creio que não...
Uma coisa é a formação e a aprendizagem que fazemos e a experiência que desenvolvemos a partir daí, outra é a distinção de mérito que nos atribuem por o que fazemos e nem todos (salvo alminhas iluminadas) conseguimos o 'dream job' por que almejamos, no entanto, não será o meu percurso académico ou as notas que tirei que vão dizer 'contrate-me, sou muito melhor do que aquela  pessoa que nem o secundário acabou' ... quem disse? (Diz toda a gente, porque é assim que funciona...! Ora bolas...) 
Não digo que um determinado trabalho não obedeça a requisitos mínimos, tal como eu não posso operar ninguém, nenhum médico será recrutado para elaborar planeamento estratégico de marketing para uma empresa, no entanto não acho que um currículo, um título académico, a profissão que escolhemos nos deva limitar e muito menos deveríamos ser hierarquizados ou julgados pela sociedade desta forma - e nunca num clima económico e de (des)empregabilidade como o actual, muito menos! - segundo fontes próximas, há muitos psicólogos a trabalhar em telemarketing, da próxima vez que ligarem para resolver o problema da internet até podem pedir aconselhamento.. estou a brincar, apesar de não ter piada nenhuma :)

Acredito, ingenuamente, que o saber verdadeiro de uma pessoa é aquele que ultrapassa os livros e o seu percurso académico, é o dom que temos para alguma coisa em especial e o que somos e isso não tem espaço, nem medida, nem cabe em nenhum curriculum...

ps. E prima, força aí nisso, se é o que queres, tens todo o meu apoio! Ah, e se me conseguires ensinar a transformar o caos do meu quarto em algo de jeito, era fixe.. é que o técnico da Cabovisão ontem teve que lá entrar -não era suposto!- e, quando deixou cair  uma caneta, ia levanto uma pantufa minha com ele...e viu os meus soutiens, meias, pijamas e...não há palavras para exprimir a minha vergonha!

Avatara-me aí o post...

Neste Domingo fui ver o tão falado filme AVATAR, (já não aguentava meio mundo a dizer demasiado bem daquilo). Isso é motivo para um post? Não...
Então o que se passou? 
1) Não vi os avisos sobre a versão 3D, segundo os quais, pessoas que não vêem bem não devem ver a versão em 3D; ou seja, a minha hipermetropia fez-me estar durante uma hora a piscar os olhos, a fazer experiências de ter os óculos 'de ver' e os 3D ao mesmo tempo a tentar focar alguma coisa sem grandes resultados. Acabei por tirar os de ver e, conclusão, só a partir da primeira hora é que comecei a ver qualquer coisa de jeito. (Tendo em conta que o filme tem cerca de três horas, escusado será dizer que tinha uma dor de cabeça gigante no final).

2) Fiquei chocada por ter pago 5,90€ por um reles pacotinho de pipocas + Ice-Tea de limão + o ar enjoado da empregada mitrona que me atendeu e atirou tudo à bruta para o balcão (Dexter, lembrei-me agora do teu post e tenho-te a dizer que acho que também há um nicho social específico para funcionários dos cinemas - pelo menos os que se cruzam comigo!).

Tirando isso, gostei bastante do filme - os gráficos são lindos, a história tem muitos clichés mas sou um criatura que gosta destas coisas e puxei a lagrimita com a bonecada azul - apesar de me ter que rir com o comentário do DelGiorgio "é mesmo à herói: um zé ninguém que depois fica com a melhor gaja, a melhor mota...!".
Mas é bonito, recomenda-se!

(Não percebi porque é que é para maiores de 6 anos, acho que um puto de 6 anos não devia ver aquilo - além de não entender metade do filme- mas, isto sou eu...).
Depois de um roubo destes e com bilhetes 2€ euros mais caros, por o filme ser 3D, admiram-se que o pessoal vá menos ao cinema? 
Cinema? É para ricos (...e eu não sou rica).

perfect timing para as más notícias

[Talvez a minha ruga da testa fosse menos vincada, talvez eu tivesse menos cabelos brancos a nascer e talvez o dia de hoje fosse um bom início de fim-de-semana...mas não.]


As más notícias deveriam somente ser dadas quando:

 ...nos estivessem a fazer massagens,
    ...enquanto bebíamos caipirinhas de morango e comíamos crepes com compota de framboesa
      ...estivéssemos de rabo pro ar ao sol na praia
         ...e o ar cheirasse a pipocas/ chocolate ou café acabado de fazer...



somente nestes casos, caso contrário, não haveria divulgação alguma e ficava para outro dia.

 Agora façam-me o favor de ter um bom fim-de-semana, sim?