Com sol daquele quentinho para irmos para uma esplanada com a bela da empalhada*, suminhos e o Magnum de caramelo a derreter.
Sou um ser humano com um termostato peculiar, tendencialmente regulado para não suportar bem o frio ou o calor em excesso mas, sinceramente, já não sei o que inventar para fingir que não estou num micro-clima tropical.
Odeio frio, tal como odeio neve e gelo e geada e coisas do género.
Durante anos, nas férias do Carnaval, ia com a família e amigos por arrasto para a Serra da Estrela e passava o tempo inteiro a tiritar e, se na altura soubesse as asneiras que sei agora, poderiam pensar que eu tinha síndrome de tourette a começar a dar de si.
Vendo agora as coisas, não percebo a essência de pegar no toboggan e descer aquilo tudo, num fato onde mal me mexo, com os pés dentro de botas onde desaprendo de andar...para depois ter que subir aquela encosta, com uma inclinação mínima, mas enooooorme para repetir a parvoíce. A parte que gostava mais era de lá estar no bungallow , no quente, com mantas e tudo, com os amigos a jogar Cluedo ou agarrada ao gameboy.
Odeio ter a ponta do nariz a parecer um cubo de gelo, os dedos a mal se mexerem assim como o cérebro, como é habitual, odeio não saber sequer o que vestir e a opção de sobrepor roupa vs passar frio por usar roupa normal mete-me nervos e frio, tanto!
São Pedro, suba aí o volume da máquina.... or bring the vodka...bring it in!!
(* FYI: empalhada em Aveiro é o mix de tremoços e amendoins e, com sorte, também azeitonas)

