tempo sem tempo

Há dias que custam menos a passar do que outros. Há dias em que não vemos a vida a passar, só a  sentimos a esticar-se preguiçosamente ao som de uma música downtempo. É nesses em que penso que a vida se divide em momentos que, de tão repentinos ou tão preciosos, passam demasiado a correr...
Ainda ontem estava na minha varanda em Coimbra às duas da manhã, com o meu casaco mais quente a olhar o fumo do meu cigarro na noite iluminada pelas luzes amarelas dos candeeiros, ao som da água dos repuxos da praça a correr. 
Ou foi ontem, ou há quatro ou cinco anos.

7 comentários:

Micael Sousa disse...

Nunca teoria da relatividade fez tanto sentido. O tempo é verdadeiramente relativo. Será uma questão de massa?

Ana, Dona do Café disse...

não tanto de massa,se bem que tudo será matéria mas creio que a física não entrará aqui.
A memória normalmente é quem consegue resolver toda essa desproporcionalidade dos acontecimentos, sem leis próprias, só com o coração como bússola.
Coisas estranhas estas :)

Tulipa disse...

O tempo prega-nos grandes partidas.

Rosa Cueca disse...

Passa tudo tão depressa.. *

Katchup disse...

Eu sei, eu sei... Tenho andado desaparecida daqui! Sorry!

Para tentar compensar, tens um miminho no meu blog!

mixtu disse...

o tempo que faz parar o tempo
o tempo de nascer
o tempo de recordar

abrazo serrano

O Gaijo disse...

E sentindo que esses momentos passam demasiado a correr... Apanha-os todos, sem falhar um... pois o que falhares poderás ter a certeza que nunca mais o agarrarás, poderás agarrar outros, mas aquele passou...

http://pensamentosdeumgaijo.blogspot.com/