Palavras e palavras...

O que é que as pessoas vão pensar de mim? Que fiquei louca a ponto de desaparecer de repente? Acham mesmo que sim?

Saudades das minhas palavras? E se eu escrever aqui e agora que me sinto vazia? É porque realmente estou vazia? Sem palavras, sem tempo para prosa ou poesia, para cartas, teorias, ensaios, vazia?

E se as palavras desaparecessem todas agora de repente? Faria algum sentido continuar a escrever? Esperem…não conseguiria escrever.

Hoje chegou o dia em que me apeteceu matar todas as palavras de uma vez por todas. Começar pelas palavras feias e pelas palavras estranhas…fazê-las desaparecer de levezinho. Achei bonito ouvir o silêncio e não pensar. Pensar demasiado faz um nó na garganta, é como fechar os olhos mas com força ao querer dormir (e ficar com dores de cabeça).

E as palavras iam desaparecendo… mas, mas depois fiquei com medo que elas se desorientassem e não soubessem voltar outra vez para mim e resolvi desistir. Afinal de contas voltei e estou aqui…e elas estão aqui todas comigo, sempre estiveram.

Palavras que choram, que riem, que maldizem, que elogiam, “palavras que nos beijam”, palavras que nos fazem morrer por dentro, palavras feias, palavras sonantes, palavras meigas, palavras ásperas, palavras que nos falam ao coração, palavras que se soltam no vento…

Nunca saí daqui, não desapareci não. São palavras, são só palavras, ou não são?

(estou meia esquizo..)

11 comentários:

Nuno Vieira disse...

Palavras... são elas que nos comandam quase sempre. Tudo o resto é pura ilusão - essa é mesmo a parte boa!
Mas se gostas mesmo de escrever, aqui te coloco um desafio...

http://www.nanowrimo.org/index.php

vai conhecer este site! Muito fixe! Em novembro vai começar o grande desafio! beijos.

Joana disse...

Tudo é palavra... Nós somos palavras!
*

Del Giorgio disse...

começas com essas coisas, assim não sei dizer nada! nem o mongo do atari cá veio dizer nada porque não tem conversa para ti.
não percebemos o hip hop.

Ana, dona do café disse...

chama-me esquizo, chama-me louca..está no contexto :D (desde quando tu e o atari opinam sobre coisas directamente ligadas aos meus posts? :P loucos, loucos!)
A *

eco de mim disse...

apanhei as palavras deste texto, fi-las minhas, escravizei-as, finalmente li-o bem alto, soltei-as... e continuam a ser só palavras, e continuam a fazer sentido.

(agr vou-me. enchi-me das tuas, vou procurar as minhas)

=)

Miss I disse...

Bem.. se as palavras não desapareceram e tu também não, ainda bem!

Cá vamos passando para ler as palavras da maneira como as dispuseste, suponho que é essa disposição que torna a tua escrita e o teu blog tão interessantes, não é? :)

Um grande beijinho!

PS: Saiu o DVD da Pequena Sereia.. lembrei-me, ok.. lol

Sandro disse...

As palavras essas nunca desaparecem...
Fica-nos apenas a vontade, porque essa será sempre e só nossa, de lhes dar uso ou não.
Por vezes o silêncio sabe bem... por vezes gosto de ficar ali, a olhar as minhas palavras, e não as mostrar a ninguém. De ti? De ti não vou pensar nada... nem que és vazia ou que estás sem palavras. Vou apenas chegar, pedir um café, sentar-me... e esperar! Esperar que um dia as tuas palavras se mostrem, e que eu as leia. Só...
Um beijo

Jmn disse...

nao tens por ai palavras que nos falam ao coração a mais?
Ando mesmo a precisar...bjufas gaja, quero mais palavras aqui!

Unicus disse...

A palavra é o Verbo. E o Verbo é criação.
Beijos Ana

Diggers disse...

é o ácaro...é o ácaro!!!! lol...

Sandro Franco disse...

Acho que quando se partilha, de coração como quem dá uma gragalhada daquelas que até p peito parece saltitar de gozo e prazer, nunca são apenas só, palavras.