Hoje vou estudar com vocês técnicas de expressão oral

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Hoje decidi brindar-vos com uma coisa gira que estou para aqui a ler nos meus apontamentos... Sim, sim...vou-vos falar de actos performativos e descritivos, mas...não vou ser seca, porque vos vou dar um exemplo que posso dizer "à minha maneira.
Ora pois bem aqui fica um excerto de Eduardo Prado Coelho da sua crónica "Que é a revolução?"

"(...) Há casos ambíguos ou casos em que se pode deslizar do performativo(1) para o descritivo(2). Se entre um homem e uma mulher, um deles declara pela primeira vez "Amo-te", trata-se evidentemente de um acto de extremas consequências; a partir desse momento, o outro, quer ame, quer não ame, tem de se definir em relação a essa nova situação. Mas ao fim de seis anos de casamento o dizer "amo-te" pode ser entendido como mera descrição daquilo que se passa quotidianamente entre os dois.
Há neste ponto uma diferença entre os homens e as mulheres. Os homens tendem a passar mais depressa para a dimensão descritiva do "amo-te". As mulheres exigem por muito mais tempo (sempre?) o "amo-te" como um performativo. E sentem-se frustradas quando acham que ele já não existe. (...)".

1) Acto performativo - acto que implica acção
2) Acto descritivo - acto que implica descrição

Tá explicado, perceberam?

14 comentários:

Tete disse...

Muito giro sótóra...É sempre bom ir avaliando as possíveis certezas de um sentimento incerto que, aqui entre nós, é um óptimo alimento para as nossas vidinhas chatas! Beijufa na padiola e ah, para a próxima tens de falar do amo-te fufo que nos une.LOL

Cubic.Emotion disse...

Essa crónica até que é interessante...
As diferentes formas de ver o 'amo-te', homens VS mulheres :P

:)

*

murdoc disse...

Resumindo: a acção não pode parar.
Posso viver com isso. =p
Um bejo

UnaRagazza disse...

Sim, porque para as mulheres o Amo-te é more than words...
Admira-me ter sido um homem a escrever isso. Chegou lá!! ;)

Susana Nunes disse...

Não pensei voltar a ver isto tão cedo (felizmente, acho que essa cadeira já tenho feita =P)... Mas sim, é uma crónica bastante curiosa (e inteligente). Recordo-me particularmente da discussão revolução/evolução e do fim: "a mulher é o futuro do homem" (isto dito por Aragon, um homem, citado por Prado Coelho, um homem também. Sinal dos tempos? =P

Wakewinha disse...

Por acaso podias ter-te lembrado disso quando tive que estudar Comunicação e Expressão, porque na altura baralhava-me toda... =S
Mas pronto, quando alguém perguntar, já sei! =p
Beijão*
(E se entre amigos se disser "amo-te"? É performativo ou descritivo?)

Del Giorgio disse...

ah isso é uma cadeira... bem me parecia pq com tanta conversa, bem podeis ir esperando sentadas... ;)

vaskissimo disse...

uffff porra... inda bem q li o post atento!! qdo vi o titulo até me assustei...
qto ao texto em si parece-me correcta a visão do Eduardo... por vezes é mais facil dizê-lo do q senti-lo...
bjo

Zuco disse...

O Eduardo tá lá! Ali com a sua barba de Maio de 68, mas está lá!
Eu cá, por default digo sempre amo-te e depois pratico.

LM disse...

bem eu já tenho 7 anos de casamento e continuo a dizer AMO-TE com a mesma intensidade de inicio, não vejo razão para s mulheres acharem o contrário, ou será que devem???

Andreia disse...

Essa definição-pós-amo-te tem muito que se lhe diga...
Acho que é como acto performativo que deve aparecer sempre (ou não fosse eu uma mulher)...não menosprezando o acto descritivo, também importante.
No funso as coisas sejam performativas ou descritas só resultam com vontade (e quando sentimos que não podemos fugir delas :) )

*

Black Cat Thirteen disse...

concordo com a gata :x
*

Carla disse...

Oh se percebi... ;) Para mim, o 'amo-te' é a palavra onde gosto de morar :) Beijo grande :)

Hrrada disse...

Oh yeah! :P

Eu costumo usar uma frase pouco ortodoxa, q vai parecer mais escrita pelo Jorge do q por mim, mas cá vai:

"Os homens dizem "amo-te" para terem sexo;
As mulheres têm sexo para ouvirem um "amo-te""

E embora seja radicalista de+ para o meu gosto, analisada bem até tem a sua ponta de razão...

muaaa*