batata quente vs stok e stock



Imagina que estás com o teu[tua] melhor amigo[a] e apetece-vos sentar num café qualquer para conversar, descansar... Não vos apetece tomar nada, simplesmente estar ali. É aqui que entra a teoria da batata quente.

- Boa tarde, o que desejam tomar?, pergunta o empregado sorridente.

O primeiro a responder...

- A mim não me apetece nada, obrigado[a]..

...passa a batata quente para a outra pessoa que a rebolar os olhos e a franzir a testa terá que pedir qualquer coisa, podendo responder qualquer coisa como:

- er... para mim pode ser um descafeinado/ uma garrafa de água/ um sumo / um martini/ um batido de chocolate/ um elefante cor de rosa que saiba fazer malabarismo com as orelhas/ um copinho para fazer bolas de sabão/ um perfume com essência de fim de tarde/um pacote de bolachas de framboesa/ um bilhete para o concerto dos depeche mode/ uma caneta, um bloco um um café por favor...?

Por isso vejam lá a quem passam a batata quente. É uma grande responsabilidade.

ps. Numa das minhas últimas visitas a um café pus o empregado às voltas a arrancar os papéis que tinha a anunciar uma promoção qualquer que metia trinaranjus e croissants; pois, segundo os ditos papéis, a promoção vigorava até o STOK acabar. Mania da ortografia Ana ...mania! Lá teve o senhor que esboçar uns quantos sorrisos enquanto eu dizia "Eu não quero estar a dar trabalho, a sério que não, mas juro que me deu uma certa urticária ao ver isso...ponha lá o C em stock para isto me passar." :)

11 comentários:

Barão Von Sacher-Masoch disse...

Aqui, nesta praínha onde vivo, isolado de tudo e todos (com excepção dos meses de Verão, claro)é possível, sem constrangimentos, sentar-me, apenas, na esplanada do café a contemplar o mar, as falésias, as gaivotas e o verde enquadramento do Pinhal Nacional. Muitas vezes, nada consumo... talvez consuma, por vezes, três dedos de conversa com o(a) Sr.(Sra.) do café, naquela languidez da tarde preguiçosa, que é o ritmo da praínha. Estico as pernas sobre o muro, e fico como que suspenso sobre o mar. Ligeiros tufos salpicados - frios - das ondas a bater, afagam-me a face, sacando-me um sorriso, porque estou de bem com a vida: nesse momento, o mar, a praia, a esplanada do café, são meus e de mais ninguém. Pego no livro, e desligo-me da vida tal como ela é. Adoro não ter batatas quentes para me livrar, e quando as tenho, não volto! Mas, como a mim, me cai sempre bem um cafezinho - curtinho e sem açúcar, por favor - normalmente, não tenho grandes constrangimentos!

Já agora, a questão dos erros ortográficos... que, devo confessar, acho um verdadeiro mimo!!! Sempre fui purista da lígua... até reparar que a nossa língua é NOSSA... lol... sério! O conhecimento aprofundado da língua, principalmente na sua vertente semântica, permite-nos uma mobilidade, uma liberdade, de expressão inigualável. Inventem-se palavras: quanto mais conseguimos expressar a nossa existência, mais nos conhecemos, mais flexíveis somos! Na minha prática profissional, invento aos milhares, e os meus interlocutores parecem, como que, digamos, visualizar o que lhes passo... cria-se, consequentemente, uma cumplicidade muito rica... enfim...
(compreendo que saí um pouco do tema proposto, mas foi o que me ocorreu. De facto, erros são erros e pronto!)

P.S.: O concerto de DEPECHE MODE foi, de facto, um espectáculo, sem palavras que descrevam... sublime! Sexta-feira, recomendo BAUHAUS no Porto... lá estarei!

brun0.m@rkez disse...

Bah pensava k ia sair conversa de Converse All-Stars e eu cheio de ódio ia já dizer que nunca na vida tive umas...de qualquer forma, estou sempre a levar com a batata, chego mesmo a pensar se não me convidam apenas pra ma passar... :S
Agora erros...em palavras "importadas" ainda é o menos,agora dizerem [como fui vítima na 5ª feira] "a gente mudamoszias da ultima béz" é de chorar...a rir!!

cetaie uéle!!

Vodka e Valium 10 disse...

Aí está uma questão pertinente: se nenhum dos dois/duas ia consumir, porquê ir para um café?

Reconheço que é Inverno e que está frio, mas há outros sítios para se estar sem se consumir café e cigarros e trinaranjus e croissants e bolas de berlim e pastilhas elásticas e bolas de neve. Há sítios onde se podem apenas consumir as conversas e consumar muitas outras coisas.

Ana disse...

Quando estou numa situação dessas guardo sempre a batata quente para mim, sim faço-o!!! Estou sempre pronta para tomar um café!!!

Andreia disse...

Ora bolas...eu até não ia comer nada...

Então e que tal um brigadeiro ali da Vasco da Gama hum? :P
Pronto, pronto, para mim pode ser um copo de água...

:P*

Jmn disse...

Por promoções extintas, enquanto estava a estagiar no Júlio de Matos, encomendámos uma pizza da telepizza. Depois de muitas explicações acerca do pedido, o senhor brasileiro do outro lado da linha disse que nao estava a entender o que desejávamos.
Falámos sobre a promoção de encomendar uma pizza familiar e da oferta de uma pizza média, ao que o senhor brasileiro simpático nos respondeu que a promoção já tinha terminado. Ao questionar sobre a data de expiração da promoção o simpático e bem disposto senhor respondeu isto, sem tirar nem pôr:
"agora mesmo"...
Só me apeteceu mandá-lo à merda e desligar o telefone mas não era eu que estava ao telefone. Mas foram 15 minutos divertidos.

Ana, dona do café disse...

estou a adorar os vossos comentários.
não sei porquê, desta vez parece que estamos realmente na conversa...e isso é bom. muito bom.
beijo para todos e passo-vos a todos vocês a batata quente :)

Del Giorgio disse...

Uma vez, num fim de tarde há já muitos anos, andava eu no 10º ou 11º ano, e estava eu num café com um amigo à espera da namorada dele. O café estava praticamente vazio. Eram já umas 19h e tal, muita gente estava a caminho de casa. Num outro correr de cadeiras, noto que está sentado à mesa um homem com os seus (meus é que não deveriam de ser) 40 e tal anos, a olhar na nossa direcção. Como o café era e é todo circundado de espelhos, não dei importância.
A namorada chega e eu retiro-me para não ficar a meter nojo. Ao levantar-me e ao pagar, volto a reparar no tal sujeito que se levanta quase quando a mim. Volto a não dar importância.
Saio do café, enfio a música nas orelhas e siga rua acima até casa. Vou eu compenetrado naquela marmelada de sons e paralelos quando sinto um leve toque num ombro, não me recordo se no esquerdo ou no direito mas também só possuo dois, qualquer um que eu diga, tenho 50% de hipóteses de acertar.
Quem a minha atenção chamava através do leve toque? O tal sujeito! Parei, parei a música também, fitei-o com cara de mau, a minha, portanto, ao que ele me "respondeu": - Vens para cima? Não tenhas medo, anda daí.
Comecei a andar e ele ao meu lado. Ele não perdeu tempo e foi directo ao assunto: - O teu amigo não alinha com homens?
Naquele momento, as únicas palavras que me saíram foram "Que eu saiba, não..." Se tivesse sido com preparação, nesta altura teria dito concerteza algo completamente diferente, como: "Sim sim, alinha e adora que o tratem por Célia. Aqui está o número dele".
O sujeito lá se retirou desgostoso mas não sem antes me deixar com esta pérola: - É pena... É que ele é giro como o caraças!
Moral da história:
a) o gajo queria papar o meu amigo mas a batata quente passou para o meu lado;
b) o gajo queria aquecer a batata ao meu amigo.
Boa noite e durmam bem.

Ana, dona do café disse...

LOL!... Ah grande Zééeé! :P
(ja ca vinhas comentar ao "café da terra..." :P)
Beijo meu del

9MM disse...

nunca tinha visto a 'batata quente' por esse prisma hehehe.
fiquei adepto do cafe, vou voltar concerteza :)

ps. desculpem a falta de acentuacao...nao da pra mais ;)

eco de mim disse...

conclusão: o último pede... batata quente! ;)