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O 'Fenómeno Bono'

Reparem que se sabe que uma catástrofe atingiu proporções gigantes quando aparece o Bono dos U2 na TV num concerto ou a lançar um single. - é uma teoria minha e do DelGiorgio e tem uma percentagem elevada de estar certa.
Já estou como o Juvenal, o anormal (dono d' o melhor blog do universo - não recomendado a sissies) "Tenho tanta fome que o Bono deve estar a organizar um concerto para me fazer o almoço.".

Há um "aplauso pesado e pausado" que dou quando há eventos como jogos de futebol 'solidários'. Ganham todos mais num mês do que eu alguma vez conseguirei num ano inteiro, no entanto, porque são pessoas boazinhas e cheias de preocupação, intenção, reconhecimento "vamos vender um bocadinho a nossa imagem e organizar uns eventos solidários para o povo ir aplaudir e ficamos todos contentes a ajudar".
Ora, se pegassem no que essa gente toda ganha numa semaninha e dessem de boa vontade (porque às vezes não sabem o que fazer ao dinheiro - ó ó ), se calhar compensaria mais do que organizar esses eventos... (sou de Letras e não percebo muito de números mas, como diz a RC, tenho em mim que é isto).

Nunca é demais ajudar mas, se alguém com bastante poder monetário quer ajudar a combater a pobreza/ a promover a educação/ a ajudar um país em crise/ a ajudar populações vítimas de tragédias/ a ajudar na pesquisa de curas para doenças ou tratamento delas (etc.) que o faça não somente com a sua atitude altruísta e boa intenção mas com os meios que tem, com o seu empenho, com o seu contributo monetário; não só para aparecer, porque a sua imagem vende, porque vai ganhar mais fãs, porque os seus cds vão vender mais, porque é uma celebridade! 
Que façam uso disso com a prioridade de ajudar mas que ajudem também na proporção da intenção e responsabilidade sobre essa atitude.

Gosto muito daquelas notícias de pessoas que contribuem com quantias enormes mas que pedem para não ser divulgada a sua identidade. Para mim essa é a ajuda sincera, sem segundas intenções, sem cara, nem nome ... 

Toca-nos a todos e emociona-nos a perda, a desilusão, a fragilidade, a dor que vemos em imagens todos os dias mas, se olharmos bem à nossa volta, há pequeninas coisas que podemos fazer para ajudar e somos anónimos tão  cheios de intenção e empenho como um qualquer milionário. 
(Já agora, se ficaram inspirados (ou nem por isso), passem por  aqui e fiquem a saber como o podem fazer)