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o que importa?

...o que importa, no final, é ser feliz; tudo o resto são pormenores da ficha técnica no final do filme (e, apesar de serem lá enumerados todos os elementos importantes e essenciais a todo o filme, no final não será disso que te irás/se irão lembrar).
As preocupações fazem rugas, as chatices fazem brancas - o tempo que passamos junto de quem nos faz feliz é o elixir da juventude que nos dará mais anos de vida.

Não desejo somente um bom ano, desejo bons momentos e que sejam felizes... 
(e, se possível, todos os dias).

(...)

Chove tanto cá dentro...

o que é um momento?

Radio Lab_ Moments_A Visual Experiment - Radiolab presents: Moments by Will Hoffman. 

É quando te lembras, é quando te esqueces, é o toque na tua mão e choque eléctrico na tomada, é o chuveiro gelado no verão e o banho quente de imersão no inverno, é som, é aquele olhar, é o frio e o quente, é o cheiro do café pela casa, é  o céu tão aberto, é sal nos meus cabelos, é compota acabada de fazer, é o vómito azedo, é aquele segundo de hesitação, é o que ficou por dizer, é o que gritaste, é aquela lágrima teimosa, é o certo e o errado, é dor e o abraço apertado, é a picadela da agulha no dedo, é o asfalto frio e o sofá onde te afundas, é o tique-taque do relógio, é arrepio na pele, é o silêncio saboroso, é a vida a escorrer-te pelos dedos, é o que já foi e nunca irá ser repetido, captado pela lente da melhor máquina de filmar que só tu possuis.
Filma todos, guarda só os que realmente importam.

lembra-te de não me esqueceres

"The most heartbreaking thing about Alzheimer's.) Grandma died almost two years ago. We had to tell Grandpa again. "(Postsecret)

Lembro-me de ti, de sorriso aberto e do teu abraço forte e apertado, com a tua forma sempre tão suave de olhar a vida. Eras o meu herói mais secreto, porque me conhecias melhor do que ninguém; porque sabias o momento exacto em que as minhas lágrimas se soltavam quando eu olhava disfarçadamente para o chão, porque conhecias os meus truques, segredos e manias...porque sabias olhar para dentro de mim e descobrir aqueles sorrisos que guardamos para as pessoas especiais - mesmo quando nem temos motivos para sorrir.

No dia em percebi que algo se passava, trocaste os talheres de mão e tentaste descascar as uvas de faca e garfo. "Isto não dá, não funciona!", gritavas tu a atirar com os talheres. Esquecias-te da colher no iogurte da manhã e deitava-la fora dentro do pacote, perdias-te na rua, olhavas para os objectos e tocavas-lhes e ficavas apreensivo a fitá-los. Foi o princípio de uma série de incidentes que, como uma bola de neve, me fizeram pensar que te podia perder.

Junto à tua poltrona havia fotografias da família e dizíamos os nomes dos filhos e das netas em cada fotografia para te avivar a memória. Um dia ao dar-te um beijo,  perguntaste-me: "Quem é esta menina tão linda?", e eu respondi "Sou a Ana, avô"; e tu pegaste na moldura com a  minha fotografia com cerca de quatro anos e repetiste "Ana, Ana...". E davas beijinhos nas fotografias quando eu não estava. "Ana, Ana, Ana...".  

Com o tempo foste-te esquecendo dos nossos nomes, um a um... As fotografias já não te diziam nada, assim como todos os objectos: desde o relógio, ao casaco, ao dinheiro, à escova de dentes, à colher do café... Nenhum deles te fazia lembrar o que eram, nem para o que serviam.
A pouco e pouco fui-te vendo a desaparecer diante dos meus olhos. Outrora tão cheio de vida, tão bondoso, tão forte e determinado, tão empreendedor, vivias agora num mundo só teu, feito de coisas que só tu vias e te faziam pensar a toda a hora, sem notares praticamente a presença das outras pessoas tão próximas...e sem as reconheceres.

Quando te olhava, sentado a olhar o vazio na minha direcção, ficava com uma réstia de esperança de que me reconhecesses, me falasses, me desses aquele assobio que fazias desde que eu era bebé e, que me dissesses que ia tudo ficar bem. Nessas alturas vinham-me as lágrimas aos olhos e fugia para a casa de banho para esconder a aflição, embrulhada em soluços aflitos, que sentia por te ver assim. 
Quando a situação piorou, foste para um lar onde iriam olhar melhor por ti, visto que começavas a ter cuidados médicos especiais. Chorei. Chorámos todos, por sabermos que não regressarias mais à tua casa. 

Quando te visitava esboçavas o que me parecia ser um sorriso e tentavas a custo retribuir-me o beijo na cara que te dava. Não consegui muitas vezes arranjar coragem para te ir ver. Sentia-me incomodada por não te reconhecer daquela forma, por pensar em ti como algo demasiado oposto àquele corpo numa inexpressiva cadeira de rodas. 
Por dentro sentia-me egoísta e frustrada por não acompanhar a minha avó, o meu pai e a minha tia em todas as visitas que te faziam. Simplesmente, doía-me demasiado e sofria por ir e por não ir, pois ficava a pensar nisso à mesma.

O dia chegou, em que ouvi um choro às duas da manhã nas escadas da minha casa; dessa vez era mesmo grave. E, quando no dia seguinte, estávamos a chegar ao estacionamento do hospital e o telemóvel tocou e aquela chamada - que ninguém queria receber- chegou, o chão faltou-me debaixo dos pés e nem me tentei segurar.
...
No caso da doença de Alzheimer, muitas são as dúvidas, muita é a esperança por um tratamento, por um travão que seja para que não haja uma perda tão veloz das capacidades motoras, psicológicas e de consciência dos pacientes.
A maior perda a que assisti, apesar de as ter chorado todas de forma diferente, foi a da dignidade humana, mais ainda do que a perda física da pessoa - ainda que lidemos com isso de forma diferente - é uma parte assustadora para a qual não estaremos nunca preparados.

Tenho a perfeita noção que o meu avô já nos teria abandonado em espírito há muito, embora a sua presença ali estivesse para, de alguma forma, nos acompanhar e nos confortar, apesar de nada dizer ou fazer - apenas estar.
Deixou-nos ao sabor do tempo, demasiado depressa e de uma maneira cruel para quem foi um exemplo de vida para todos os que o conheceram. Apesar de tudo, sei que lhe mostrámos sempre o amor incondicional, a dedicação e orgulho que sentíamos por ele.

A melhor lembrança que guardo dele será sempre o seu sorriso, aberto e sincero, o seu optimismo e a sua forma de mostrar sempre o quanto gostamos de alguém a cada dia -  foi o meu melhor professor de sempre.

nunca se esqueçam de dizerem o quanto gostam de alguém, principalmente hoje, amanhã, depois de amanhã e depois e depois e depois...

'Continua chamando-me assim....bebé!'

"(...) I have a secret stash of children’s clothes for when I do have a baby. Wherever I go, if ever I find something that is so beautiful, I just get these little things along the way. That’s my weird quirk—I really, really want a baby.”
Sia Fuller @ Elle Magazine [Wardrobe Chic- Sia]

Pensava eu que era meia maluca por me apetecer comprar roupas e brinquedos de bebé para uma filha que um dia terei.
Confesso que há alguns objectos que compro que sei que não são absolutamente adequados à minha idade. Aqui há uns tempos no TOYS'R'US chamei a assistente de loja porque não encontrava uma 'luz de presença' - queria uma com bonecada e com cores (muito apropriado à minha idade, portanto). A senhora mostrou-me vários tipos diferentes, explicando-me as funcionalidades, os consumos, explicou-me como a luz era benéfica para a criança, tudo isto com os meus olhinhos a brilhar agarrada a um foguetãozinho que dava luz... Até à parte em que me perguntou 'Quantos meses tem o bebé?'. Damn it, fui apanhada! (e comprei o dito foguetão-luz de presença; vai mudando de cor, desliga-se sozinho quando está de dia e tem uma duração de 10.000 horas :D)
Ou quando na Feira do Livro deste ano comprei um livro chamado "400 super missões": vou-vos dar a respectiva sinopse do mesmo: " Um caderno com 400 actividades para crianças, entre os 3 e os 8 anos, que ajuda a ocupar o tempo livre. O livro explora a imaginação, o sentido de humor e a capacidade de desenhar."  É tão engraçado e  fiquei tão contente  com aquilo que, uma semana depois o DelGiorgio me comprou lápis de cor novos! Não tenho solução mesmo!

Deste modo, sinto-me muito melhor após saber que há quem consiga ultrapassar esta minha pequenina demência de uma forma mais crítica mas, um dia, aquelas mini-sapatilhas Adidas com cerca de dez centímetros vão ser "minhas", até lá continuarei a achar que a Sia deveria ser minha prima e que iríamos ser amicíssimas (adoro-a!).

dia mundial da criança

Porque é bom acreditar que somos todos  crianças; grandes ou pequenas, com as suas birras, os seus disparates, os sorrisos, as suas fitas, os seus momentos hilariantes, os seus devaneios, o seu mundo faz-de-conta... falta-nos a inocência, a ousadia, a liberdade que só agora sabemos que tínhamos. 
Por tantas vezes, esquecemo-nos de como era bom sonhar sem limites, sem sabermos como ia doer cair e por isso, sem hesitarmos, arriscávamos tudo, com todas as nossas forças...



Esta criança na foto sou eu  e, muitas vezes quando me olho ao espelho vejo-a a espreitar e a piscar-me o olho...derreto-me, como um mini-milk. Tal e qual um mini-milk.

Have a nice day...

So (very very very) pleased to meet you

A palermice em que está envolto o momento em que conhecemos alguém por quem nutrimos uma grande admiração, é extensa e proporcionalmente ridícula à emoção sentida.
A voz treme-nos e falha e, qual língua nativa ou estrangeira que dominamos, sai tudo num dialecto que roça o sotaque do Schwarzenegger cruzado com o do Rei do Gado. 
Uma tormenta, um susto de atrapalho. É assim que consigo resumir um desses meus momentos.

'Olá, boa tarde...', digo eu num meio sussurro e um sorriso tímido.
'Boa tarde...', e ele devolve-me o sorriso.

Estendo o livro - 'o' não, 'os livros' - sim, como fã trouxe os que tinha lá em casa e até deveriam ser mais! - e ele assina enquanto os meus pés, sem se mexerem dão saltinhos e a minha garganta dá gritos histéricos - em modo silencioso.

Abraço-me aos livros autografados e devolvo-os ao saco de papel preto a desfazer-se por completo graças à chuva torrencial que apanhei desde o metro à Biblioteca Municipal de Matosinhos. Acrescento, só para contribuir para o cenário de catástrofe, que estou com o cabelo a pingar água e a calças estão completamente encharcadas entre a ganga normal e a ganga escura.

- Muito obrigada, gostei muito do livro, li-o hoje na viagem de comboio...
(Tás louca? Diz lá que leste à pressa porque estavas curiosa! Assim até parece que saltaste capítulos e que não leste nada!)
Adoro a sua escrita, os seus livros, o blog, as suas crónicas...até no facebook  gosto das coisas que partilha...É tudo muito...
(uma branca agora, não sei o que dizer! ..pânico, pânico, adjectivo, adjectivo, giro? espectacular? criativo? lindo? fixe? Fogo, ele está a olhar para mim fixamente, e agora? adjectivo!! bacana? Estás maluca, ainda vai pensar que te estás a meter com ele! Focus, focus,  focus!...adjectivo, adjectivo!!)
 ...muito interessante!'
(O quê?! Não! A sério que te saiu isso? ...e, com tanto suspense, até fiquei com os olhos a brilhar e a parecer uma stalker. Como dizer isto sem parecer doente, ou desorganizada das ideias? Morri de vergonha, quero um saco para me esconder).
-Muito obrigado, ainda bem que gostou...', disse ele com outro sorriso mais simpático ainda do que o primeiro. Adorável; nem revirou os olhos por ter uma tolinha à frente dele que parecia estar a aprender a falar...

Aceno-lhe e sorrio-lhe e vou-me chegando para a outra ponta da sala, onde pego no telemóvel, envio mms à Deia para lhe mostrar o registo do evento - e, claro, ela dá o grito de euforia de resposta.

Aqui vos confesso, num misto de emoção que ainda perdura: eu conheci o Edson Athayde!
Conheci o que eu chamo de 'meu guru' (em brincadeira, 'tá?) sob uma capa de admiração e nervosismo que pode ter sido confundida com histerismo, ou distúrbio mental precoce. E com certeza, foi ...é que não dei hipótese!

Mas já que agora estamos aqui numa mesa de café calminha e sossegada eu vou-lhe dizer o que não me saiu.

Sabe Edson, se eu tivesse tido coragem de ser 'eu' e não um 'eu-emocionado', ter-lhe-ia dito  que:
- as suas palavras dão sentido a muita coisa do que nos rodeia e poucos sabem parar para admirar o que diz e o que escreve - e tenho pena; 
- comunicação, marketing e publicidade são áreas feitas de génios loucos e de gente cheia de sonhos de criar impossíveis; capazes de tocar um coração sem serem cirurgiões, de saberem o que as pessoas querem sem serem videntes, de saberem ler nas entrelinhas e verem o que parece invisível; nem todos têm o dom mas o Edson tem-no; 
- a sua forma de explicar como sonhar sonhos fantásticos é necessário, pois, tal como numa crónica sua diz 'segundo Freud, nós somos o que sonhamos. por isso seremos tanto maiores quanto for o que projectamos. se sonhar pequeno, será insignificante. se nada sonhar, nada será.', de certo modo se eu tinha o sonho de o conhecer, ainda bem que o tive;
- o seu dom para roubar sorrisos devia ter acções na bolsa;
- é importante tirarmos fotografias eternas mas tentarmos ao mesmo tempo deixar uma pegada neste mundo, feita do que somos e do tamanho que conseguirmos (mesmo eu calçando um mísero 37).

Edson, é um prazer 'reler circunstâncias da vida' com a simplicidade própria de quem sabe dar valor às pequenas coisas da vida, que nem coisas são.
Obrigada.

E seria uma pessoa muito mais de 'bem' comigo própria, aparentemente muito mais sã, se lhe tivesse dito isto, em vez do momentinho tolo que lhe ofereci.
(Ele deve saber, assim o espero. Se não souber, espero que um dia venha cá ter ao blog - por milagre - e descubra).



Já agora, ficam a saber que 'O Rapaz das Fotografias Eternas' é o primeiro romance de Edson Athayde e é um livro de que gostei muito (e recomendo); procurem-no numa livraria perto de vocês. 

'I carry your heart with me'

” i carry your heart with me (i carry it in my heart)
i am never without it(anywhere i go you go,my dear; and whatever is done by only me is your doing,my darling)
i fear no fate (for you are my fate,my sweet) 
i want no world (for beautiful you are my world,my true)
and it’s you are whatever a moon has always meant
and whatever a sun will always sing is you

here is the deepest secret nobody knows
(here is the root of the root and the bud of the bud
and the sky of the sky of a tree called life; which grows
higher than the soul can hope or mind can hide)
and this is the wonder that’s keeping the stars apart

i carry your heart (i carry it in my heart) “
por E. E. Cummings


versos que fazem derreter...
tal e qual como um gelado de pêra com cobertura de chocolate branco da hägen dasz em plena marina de vilamoura num verão a 35º à sombra...doce, inesperado e inesquecível;
de vez em quando, tudo deveria saber tão bem, tudo deveria ser tão bom...sem sequer sabermos.

not so grown up

Hoje acordei em modo 'Peter Pan'...
(suspiro)

'Um dia...' by Sumol

Óptimo copy da Sumol.

dança dança dança

Porque hoje é dia mundial da dança
e a vibração faz tremer o chão e o corpo que a alcança
num movimento que solta os movimentos, os passos, o ritmo, o pulsar no coração, que é feito de cheiros, sabores, sons que só a alma alcança
...é a dança que dança...

Os sempre sublimes Gotan Project com o seu último single La Gloria do seu novo Album Tango 3.0. Gooooooooooootan!

Porque isto não é só 'ovos moles...'

A M. perguntou-me se eu lhe dava umas dicas para uma amiga que vinha passar um fim-de-semana a Aveiro, ora eu, como nunca fiz de guia turística mas, a par de querer ser cabeleireira, está numa das minhas múltiplas personalidades a desenvolver, resolvi dar uma ajudinha; assim, ficam todos a conhecer um sítio engraçado para vir passar um fim-de-semana, uns dias, umas férias...:

Onde ficar?
Aveiro é uma cidade pequena, podia ficar aqui a dizer nomes de hoteis, é tudo perto e quase tudo central mas, para ser mais fácil pesquisem aqui: hotéis; residenciais e hostels.
O que fazer?
Em termos históricos e culturais, a cidade tem uma variedade de ofertas: desde percorrer a zona da Beira-Mar junto ao Rossio a fotografar os moliceiros na ria (desde os mais kinky aos mais engraçados), a visitar o Museu de Sta. Joana, ir ao Teatro Aveirense, mas, para as zonas das salinas e coisas da zona e afins o melhor é mesmo perguntarem no Posto de Turismo: Aveiro Welcome Center (na rotunda das Pontes) pois há sempre eventos e  informação sobre sítios engraçados a visitar.

Se é para descontrair e passear à aventura, podem andar a pé mas, se acharem que uma bicicleta dava mesmo jeito, vão até ao pé do Forum Aveiro e encontrem o posto de BUGAs e peguem numa BUGA (BUGA: Bicleta Urbana Gratuita de Aveiro - funciona com moeda tipo carrinho de supermercado) e divertam-se a pedalar pela cidade!
Além dos percursos junto aos canais da ria (nos quais 'todos os caminhos vão dar ao rossio'), numa rua que vai desde a Igreja da Vera Cruz ao Canal de S. Roque existem os melhores ovos moles de Aveiro: estão meios 'escondidos', por isso procurem pelo letreiro à vossa esquerda, 'Maria da Apresentação da Cruz, Herdeiros' e toquem à campainha (e shiu, não fui eu que vos contei, não é segredo nenhum mas pronto...), aqui funciona uma fábrica  artesanal de ovos moles à moda antiga pela mão da D.Silvina e sim, são os melhores - família e amigos vão babar-se se lhes levarem uma caixinha de recuerdo. 
Ainda nessa zona da Beira-Mar, visitem o 'Mercado Negro', virado pro rossio e para os moliceiros, onde existe um café, uma loja de roupa, outra de discos. e onde há eventos curiosos de vez em quando, tudo num edifício antigo reaproveitado; se estão à procura de coisinhas engraçadas, tropecem na 'Lodo' e comprem souvenirs giros e todos modernos - o meu galo de Barcelos branco continua lá.
Procuram um cafézinho num sítio calmo e engraçado (e até onde se pode fumar lá dentro)? Peçam indicações para a Universidade de Aveiro e descubram o AutocarroBar. Sim, é mesmo um autocarro transformado em café e tem uma esplanadinha mesmo gira, ou, se vos apetecer o melhor sumo do mundo, lá por perto, em frente ao Parque Municipal (neste momento infelizmente não merece visita, pois está quase ao abandono), vão até ao Drink's e peçam um maravilhoso sumo de morango (se conseguirem pedir somente um, porque- aviso- é mesmo viciante, estão de parabéns!), podem-se rir das mini-rãs e dos patos que estão nos charcos lá ao pé.
As praias (Praia da Barra e Costa Nova) estão tão pertinho que de carro ou num autocarro se põe lá num instante...vão disparar fotos ao Farol da Barra ou às casinhas às riscas da Costa Nova (um mimo, diga-se...).
Onde e o que comer?
Se estão numa de 'ar da praia' podem dar um saltinho até à Praia da Barra e deliciarem-se com as, já mencionadas no blog, tripas (doces ou salgadas) do 'Zé da tripa', os gelados do (ex-Acqua Caffé) Mar de Jade (mais ou menos a meio da avenida, junto à praia), para cafézinho, esplanada na praia no 7º Ano de Praia (perguntem por lá onde fica), e, comprar uns chocolatinhos com recheio de frutas ou de ovos moles numa chocolateria na avenida principal - quase no fim. Se ficarem pela Barra para jantar, procurem pelo Largo do 'Leão Negro'-é um minimercado e vão ao restaurante Aquarium (não pensem que vos mandei para o pior restaurante), assim que provarem a sapateira, o fondue de carnes ou um bife de lá, só aí me agradecerão!
Se resolveram ficar mesmo por Aveiro-Centro e não sabem onde almoçar/jantar podem ir:
(grelhados & comida 'normal'): ao Alexandre (no Cais do Paraíso) caldo verde e bifinho que é tão bom, ao Augusto (junto ao Rossio) comer o belo do prego, ao Armazéns da Ria (no Cais do paraíso) babem-se com o bife à casa ou os grelhados, o Hotel Imperial tem refeições diversas todos os dias em menu turístico e a comida é caseirinha e muito boa.
(pizzas & massas): à Pizzarte (R. Eng. Von Haff,ao pé do Hotel As Américas), comer um pão de alho fantabulástico, tal como as pizzas e uma Champanhada fresquinha, ai!; ao Mamarroma (Cais do Paraíso) tudo bom mas o bife na pedra de lá..nham.
(peixe & caldeiradas): Centenário (perto do Forum Aveiro) sopa de peixe e pratos requintados, Adamastor (perto da Praça do Peixe) caldeiradas ou grelhados bons, Boca da Barra (Praia da Barra), peixinho grelhado em frente à praia, Canastra do Fidalgo (Praia da Costa Nova) numa casinha típica às risquinhas uma caldeirada de enguias ou um arroz de tamboril e ficam fãs daquilo, ou então, Marisqueira da Costa Nova, bem bom.
(sushi) Matsuri, o meu local de culto ao sushi e a decoração é linda(perto do Centro Comercial Glicínias, zona perto de Santiago) 
(fast-food): hamburguers do Ramona (perto da Sé de Aveiro) dizem que desde que a ASAE lá foi não sabem ao mesmo mas continuam famosos, hamburguers do Drink's, proporcionais ao
mencionado sumo,...McDonald's, Sopas&;Sopas, Vitaminas e outras tretas no Forum Aveiro :)
Onde socializar/ ouvir uma música/ dar ao pé?
Chegou a noite e ainda não estão cansados? Por acaso não precisam de cortar o cabelo ou tomar café ou comprarem coisinhas?  É que o Hairtz  (perto do Forum, traseiras do CC.Oita) é um cabeleireiro onde também se fazem piercings e tatuagens, onde também podemos ver actuações de djs ao final do dia,  onde se fazem feiras de artesanato e onde funciona um café. Giro, não? Esperem só para ver o espaço e a decoração...Espectacular!
Mas agora, se já for mais tarde, vamos para os bares da Praça do Peixe (centro de Aveiro, perto do Rossio):  café no Cafeína (nos Arcos, perto da 'Lodo'), ou no Toc'Aqui, pequenino e cheio de instrumentos e a transpirar música e simpatia -pedir uma caipirinha preta aqui!, ou beber uns shots no Kapa-Gê-Bê (se a minha adolescência falasse!), ou Clandestino, diz-se que é o bar do pessoal mais alternativo e intelectual, a música e o ambiente são bons, Hotel Moliceiro, café com ovo mole (sinto-me princesa quando lá vou, apesar do silêncio por não ser muito frequentado, é que é mesmo o bar do hotel), Cais do Paraíso (no Cais do Paraíso), música agradável, ambiente jazzy e de bom gosto, Performas (na Avenida Lourenço Peixinho, perto do Forum), tal como o nome indica, um estúdio de artes performativas, espreitem se for a vossa onda, Muralhas (em frente ao Hotel Imperial), cafézinho e música gira pela noite dentro. Se estiverem pelas praias, é um must-go ir ao Opção Bar provar uma caipirinha de morango (com direito a comerem os morangos no final com uma colherzinha), também há de ananás e de outras frutas (mas eu nem sei, sou fiel à de morango), chamemos-lhe o bar perfeito para o embalo da noite.
Para dançar? Podem dar ao pézinho: Santos da Praça (Praça do Peixe), música tipo noite académica - bom para levar os amigos e passar a gostar de finos (ou não), Club8 (Cais do Paraíso), se não apanharem nenhuma noite académica é uma sorte, as médias de idades podem rondar os 17 anos acabados de fazer mas para house comercial é aqui, Estação da Luz (apanhem o taxi para lá, é mais fácil, fica em Quintãs, os taxistas sabem e assim podem beber o belo do Martini sem pensar em quem conduz a seguir :P) é a discoteca da moda em Aveiro (sempre foi, até eu quando tinha 4 anos fiz lá um sarua de ginástica :D), o ambiente é agradável, o espaço já foi mais engraçado (aquele candeeiro com as lâmpadas...ai! e o das asinhas...) mas a música é muito boa (e as vistas, às vezes, também).

E olhem, o que eu tinha lucrado se me tivessem pago para esta promoção toda...mas eu gosto tanto de Aveiro que o faço de borla! (mas quem quiser contribuir, mande email que eu digo o meu nib...)
Divirtam-se (muito)!
*as indicações que dei são apenas baseadas nos meus gostos pessoais, se alguém se sentir 'ofendido', ou se achar que falta aqui qualquer coisa, que diga mas que não se ponha a divagar muito; se o fizer, que releia este ponto outra vez até perceber a ideia.

'like the sun kisses the morning dew...'

 
Eu gostava que o 'Joe Dukie' me sussurrasse isto ao ouvido...
(não sabia bem?)
"I know it's been a while since I've seen you
Lost count of how many days it's been
But when I'm with you once again those days won't mean a thing..."

(Eva Be & Joe Dukie - No Memory Of time)
Chamem-lhe embalo para um bom fim-de-semana!

'Signs'

A simple short film about communication. Created by Publicis Mojo and @RadicalMedia
Director: Patrick Hughes http://www.patrickhughes.com.au 
- Vencedor em Cannes'09

Porque às vezes dizemos tanto sem abrirmos sequer a boca...

nostalgia dos tempos... (ao som de ace of base talvez :D)

hoje deu-me a nostalgia, daquele tempo em que o mundo parecia demasiado caótico mas nem era nada; a música era 'bué de fixe mas não era; a moda era montes de fashion mas não era!


Eram as combinações à sexta-feira na escola: "Amanhã sais? Eu tenho os anos da não-sei-quantas... depois devemos ir para a praça...".
Era a praça, sempre a Praça do Peixe o local para nos encontrarmos todos... O 'mundo inteiro' parava lá! Juro que, olhando agora para trás, eu era uma verdadeira 'RP' e conhecia mais de metade daquela gente toda, incluindo os senhores dos cafés todos, que nos viam entrar e já quase nem perguntavam o que íamos tomar.

Eram os famosos shots e os chupitos em forma de tubo de ensaio (ainda tenho aqui uns quantos de souvenir) do kapa-gê-bê, os jantares 'da net', do mIRC sem motivo nenhum e sempre na Pensão Ferro ou  qualquer outro tasco escondido e barato...
As tripas, famosas tripas do 'zé-da-tripa' (mais famoso agora!) que funcionavam na janela do kapa-gê-bê e nos aqueciam as mãos quando estava frio cá fora.

Eram horas nas máquinas e nos bilhares, a falar de coisas sem nexo algum e a gastar moedas de cem escudos no SegaRally e no PinBall com a gaja dos cabelos ruivos...
Cumpria-se a máxima da Gata Borralheira e à meia-noite era hora de começar as despedidas para ir embora da praça...No máximo, em dias de aniversários, podíamos ficar até mais tarde, se a mãe do aniversariante fizesse de táxi no final.
Era o meu rímel azul (medonho) e a maquilhagem ensaiada pela primeira vez há semanas, as calças da moda  Levi's justinhas e as miúdas com t-shirts da Guess com cintos El Charro...
As festas da secundária - organizadas sempre pela minha turma!- sem pretexto mas sempre um sucesso, as idas ao cinema nos aniversários, os da weasel eram o ponto alto dos concertos do enterro da gata (os universitários eram, a meus olhos, gente muito adulta, culta e uma 'cena muito à frente' ..God, que desilusão agora :D!), era o aparelho nos dentes (que voltou), o óculos (mais foleiros que já vi e guardei-os!), as birras com o tamagotchi das irmãs, as horas perdidas agarradas ao GameBoy, as jardineiras largas e as All Star de todas as cores (que voltaram), os mind da gap, os korn e os limp bizkit andavam no meu walkman, e havia as pastilhas elásticas Gorila Gigante, as Petas-Zetas... o 'Puxa o Push-Pop!' que deixava os dedos peganhentos e a língua roxa!

Eram os bilhetinhos nas aulas, as intrigas e cusquices das amigas, horas ao telefone,  as cartas para os amigos que estavam longe, o barulho do modem a arrancar, os rapazes que pareciam todos mínimos ao pé de nós sempre com os seus fatos de treino, as rodas de Capoeira no Rossio, as tardes no Forum depois das aulas, onde os cadernos entornavam os sundaes de caramelo...

Eram tempos esquisitos em que só queríamos crescer mais depressa, ser adultos ou somente parecermos um bocadinho adultos...
Passou tão depressa; que saudades, nunca pensei... :)

Valentine's 'Hardchorus', by PUMA

 Porque quando o dia de um jogo de futebol coincide com o dia dos namorados, o resultado é:
 "Filmed in The Beehive Pub, Tottenham | Truly Madly Deeply - sung by a group of Football fans, made up of genuine Tottenham Fans and Singers that are Football Fans, to their other halves for 14th February 2010 (Valentines Day falls on a Match Day) Love = Football."

Se são daquelas alminhas que gostam de dar prenda no Dia dos Namorado mas se ainda não conseguiram encontrar nada de jeito, ofereçam o link para isto; é lindo e nem custa nada :)
Bom fim-de-semana!

'antes do adeus'

Antes do adeus a aventura
antes do adeus a loucura
Antes do adeus a ternura
juras ao luar
e a canção do mar
porque antes do adeus
improviso
antes do adeus um sorriso
antes do adeus paraíso
lemos os sinais
e até fomos imortais
noite um rio
onde o sol se pôs
teu corpo um navio
na maré da tua voz
sonhos ao desafio
a vibrar por nós
e a luz da manhã era mágica
antes do adeus a desfeita
antes do adeus a suspeita
antes do adeus imperfeita
a partilha a dois
p'ra lembrar depois
mas o azul do céu
deixou de ser verdade
as cinzas
morreu a magia da cidade
no meu olhar nasceu
a sombra da ansiedade
e a dor silenciou toda a música
o azul do céu
deixou de ser verdade
as cinzas
morreu a magia da cidade
no meu olhar nasceu
a sombra da ansiedade
e a dor silenciou
toda a música
e depois do adeus
a saudade

Rosa Lobato de Faria | 1932 - 2010
escritora, actriz, guionista, poetisa;
mulher sábia, mulher bonita, mulher de letras, mulher admirada e contadora de histórias
...aqui, para sempre, lembrada.

tlim tlim tlim & bom ano

Longe vai o tempo em que no dia 24, à meia noite, fugia a correr com a família para a salinha de estar, entre gargalhadas e olhares cheios de curiosidade...
'- O avô? Onde está o avô? Alguém que o chame para ele vir para aqui...vem aí o Pai Natal!!'
'- O avô foi à cozinha buscar pinhões, não te preocupes que ele não se cruza com o Pai Natal! Agora fica sossegadinha...shhh!'
E lá ficava eu, de olhos a brilhar, à escuta, para ver se conseguia ouvir o Pai Natal a falar com os duendes e as prendas a chegar pela lareira (estava acesa - pormenor insignificante!).

De repente...
'tlim tlim tlim!
[tocava um sino pequenino que tínhamos na sala)
Oh Oh Oh!'
'- É o Pai Natal!! Vês? Já chegou!!', dizia eu com gritinhos histéricos (desde sempre, portanto).
E lá íamos nós para a sala onde, ao pé da lareira, estavam os presentes todos cheios de lacinhos e cores; (e o meu avô aparecia 'misteriosamente' com uma tacinha de pinhões na mão.)
'- Ó avô, onde estavas? Demoraste tanto a trazer os pinhões...O Pai Natal até já veio..não o viste?'
'- Não, eu fui à cozinha...Não me cruzei com ele. Olha para isto tudo! Aposto que aquela prenda maior é tua!'

E era assim a chegada do Pai Natal em casa dos meus avós paternos... Tão cheia de magia e tão engraçada, como a lembro hoje.
Com o tempo fui-me apercebendo aos poucos que afinal não havia Pai Natal nenhum, concluí tal facto ao longo dos anos, devido aos meus avós irem a Espanha umas semanas antes do Natal e as minhas Barbies e outros bonecos, que 'falavam' ou 'cantavam' músicas, falarem todos em espanhol :D  Muito lindo...

Tudo isto para dizer que, quem me dera que o Natal, ou mesmo a vida, fosse sempre assim...ingénua. (nostalgia alert)
- - -


Está aí o novo ano, quase quase a chegar...

Que seja um ano onde haja mais magia, 
mais surpresas, 
mais sorrisos, 
mais tempo para cada um de nós e para quem gosta de nós, 
mais coisas que o dinheiro não compra, mais posts neste blog (e mais clientes :P), menos problemas, 
menos chatices, 
menos hipocrisia, 
menos confusões, 
menos medo de arriscar...


                um Bom Ano para todos

goodbye britt

Estamos habituados a mortes de celebridades desde sempre mas, sempre foi uma coisa que nos passou um bocado ao lado, pelo menos a mim, até porque normalmente as pessoas mais velhas é que se têm mais presente a carreira dessas pessoas e, segundo a lei natural...será mais comum morrer-se mais tarde...
Foi com o Michael Jackson, com o Heath Ledger mas, com esta não contava eu...


RIP Brittany Murphy  (+ info)

serás sempre lembrada por mim como o sorriso mais bonito de Hollywood. Lembro-me de tantos desempenhos diferentes desta menina que sempre achei que se nos conhecessemos iríamos ser amigas...Não sei porquê, sempre tive esse feeling 'estranho'.

Saudade, a sétima palavra mais difícil de traduzir

saudade, s.f., só conhecida em galego-português, descreve a mistura dos sentimentos de perda, distância e amor, (...) a melancolia causada pela lembrança; a mágoa que se sente pela ausência ou desaparecimento de pessoas, coisas, estados ou acções. Provém do latim "solitáte", solidão. (wiki)

Tenho saudades de andar de bicicleta no Verão com a Teresa na praia da Barra até ao entardecer.
Tenho saudades do meu avô me trazer todas as noites um copo de água com açúcar à cama e dizer "para ficares ainda mais docinha".
Tenho saudades de marcar jantares com amigos e de eles aparecerem todos.
Tenho saudades de chegar de manhã a casa e ver o sol a nascer, de ter sininhos nos ouvidos e a mal sentir os pés por ter dançado a noite inteira.
Tenho saudades de fazer castelos na areia.
Tenho saudades de me olhar no espelho sem ser para tentar descobrir algo de que goste.
Tenho saudades do cheiro da despensa do meu avô; a manteiga Vougasul, farinha, café e a bolo de 24horas logo de manhã.
Tenho saudades de me deitar ao sol numa toalha num jardim a ler um livro qualquer.
Tenho saudades de poder dizer o que sinto e quero sem ser levada a mal ou julgada por isso.
Tenho saudades de me lerem histórias à cabeceira da cama antes de dormir.
Tenho saudades de Coimbra, dos amigos que fiz e que ficaram.
Tenho saudades de sentir saber que estou no rumo certo e que não me irei perder.
Tenho saudades do meu sorriso sem aparelho nos dentes.
Tenho saudades de olhar para o relógio e achar que três da manhã é uma hora excelente para se estar acordado.
Tenho saudades de mim mais sonhadora, menos crítica, com vontade de mudar o mundo inteiro e de ter a certeza de que o conseguirei fazer.
Tenho saudades de me sentir valorizada por quem sou e pelo que sei fazer.

Tenho saudades até de quem não conheci, do que não disse e podia ter dito, do que não fiz e mais do que tudo, saudades do irrepetível e do que não pode ser voltado atrás. 
E tu, de que tens saudades?

inspirada pelo Queque de Chocolate (já agora, dêem lá um saltinho. prometo que não se vão arrepender)
imagem: colecção de postais 'Saudade' da designer Mónica Santos