Bioquímica amorosa

Amor, s.m.: resposta sensorial do corpo, nomeadamente através das células nervosas e sensoriais hiperactivas, através do estômago que faz um nó e do coração que dá uma sensação parecida de quando se tem um enfarte, a um estímulo exterior provocado por feromonas. Tem uma componente afectiva - a necessidade humana de companhia, uma componente cognitiva - o sentido lógico de nos apaixonarmos (apesar de não saber o que se passa, o nosso cérebro aceita o pouco uso que se está a fazer dele) e uma componente bioquímica, à qual chamamos a necessidade instintiva e primal de acasalarmos também conhecida por cio. O amor, a nível das células nervosas é considerado equivalente a ingerir elevadas doses de chocolate ou tomar um banho de imersão com água quente ou ambos se disso tiver possibilidade.
O Amor foi feito pra nos tapar os olhos. Para perdermos vista do nosso objectivo. Melhorarmos a nossa vida e termos direito a algo melhor. Quando damos por ela, temos 50, estamos casados com uma pessoa da qual nos devíamos ter divorciado 25 anos antes, os nossos filhos, agora já adultos e a viver nas suas casas odeiam-nos e visitam-nos só no Natal, e não gozámos nada. O Amor é inconsequente, inconveniente, inconsistente e irrelevante. Tudo o que traz é pesar e dor e o que de bom traz dura pouco. Faz lembrar a heroína. 2 horas na preparação, entre compra, sopa, garrote, ... Meia hora de pedrada e o resto da vida para o lixo. Pensem um pouco, há mais casamentos a acabarem em divórcio do que em viuvez, e eu não sei qual o pior porque a Morte é inevitável e natural, agora a separação de duas pessoas, amaram-se, agora odeiam-se, e se têm filhos, pior ainda.
O Amor tornou-se num mito urbano. Há sempre um amigo de um amigo que conheceu alguém e que está muito feliz com essa pessoa. O problema é que as pessoas tornaram-se tão informadas que não acreditam no Amor. Tal como a Terra já foi o centro do universo, o Amor deixou de ser o egocêntrio que todos temiam porque podiam dar em doidos de tanto amar. O Amor deixou de fazer sentido. O amor deixou de ser escrito com letra maiúscula. Passou a valer menos que o ódio. O Mal venceu o Bem. Temos pena.
(Tiago Alexandre in www.100ideias.org/)

Gostei.esperem que gostem também...
beijo
- Do you believe in destiny?
- non parlo inglese
- Arrr... Créde n'el destino?
- è scritto. It is written... in the stars. Capisce?
- Capisco.
(in filme, Só Tu)

2 comentários:

Fred disse...

Eu ainda tento escrever Amor com letra maiúscula...

Ana, dona do café disse...

:) Mas Fred, tu és um romântico como há poucos hj em dia...mas...ainda bem que ainda existem.
beijo